
O tempo É a minha matéria, O Tempo presente, Os homens presentes, A vida presente. (Drummond)
terça-feira, 27 de março de 2007
domingo, 25 de março de 2007
Despedida
Ontem ela veio
Almoçou comigo
Dormiu comigo
Me beijou
Me desejou
E foi embora
Sou feliz quando eu sofro.
Almoçou comigo
Dormiu comigo
Me beijou
Me desejou
E foi embora
Sou feliz quando eu sofro.
A Via 1 Rio
No tempo em que as janelas dos ônibus abriam
Sentia a suave brisa vinda do rio passar por minhas aéreas
Fazia um esforço, girava o pescoço, me esticava
O universo é um infinito de detalhes
O bonito desenho de sublime contraste era recompensa
Contornando as curvas do vale, o rio se chocava com as pedras pretas
Era um exercício de vigor, uma composição de suave melodia
Que se ouvia a despeito dos gritos de motores na estrada
Aquelas águas brancas, oxigênio que permitia o rio seguir sua vida
Hoje, na ponte, eu quis ver o rio
Fiz um esforço maior
Nada de som
Nada de brisa
Nada pedras
Bolhas
Nada
No seu leito uma gigantesca massa inerte de água.
O rio está morto.
escrito em 21/11/2006
Sentia a suave brisa vinda do rio passar por minhas aéreas
Fazia um esforço, girava o pescoço, me esticava
O universo é um infinito de detalhes
O bonito desenho de sublime contraste era recompensa
Contornando as curvas do vale, o rio se chocava com as pedras pretas
Era um exercício de vigor, uma composição de suave melodia
Que se ouvia a despeito dos gritos de motores na estrada
Aquelas águas brancas, oxigênio que permitia o rio seguir sua vida
Hoje, na ponte, eu quis ver o rio
Fiz um esforço maior
Nada de som
Nada de brisa
Nada pedras
Bolhas
Nada
No seu leito uma gigantesca massa inerte de água.
O rio está morto.
escrito em 21/11/2006
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