Produz rápido, ciclo e 30 a 45 dias, pouco exigente em relação ao solo e cuidados.
Delicioso quando colhido e consumido bem fresco.
segunda-feira, 19 de março de 2012
sexta-feira, 16 de março de 2012
coitadinha da vaquinha
Alguém rabiscou a vaquinha do Siron e pronto, foi suficiente pra despertar a indignação da geral.
Pessoas que criticam tanto tal atitude, que são as mesmas que estacionam nas curvas, não param na faixa, furam a fila do banco e do caixa do supermercado, e nem mesmo separam o próprio lixo.
Essa pessoas poderiam fazer uma busca rápida no google e descobrir:
2- Que em uma intervenção urbana é esperada e desejada a intervenção do público.
3- Que no CowParade mundo afora as pessoas fazem muito mais que escrever na vaquinha.
Local:
Goiânia - GO, Brasil
quarta-feira, 9 de novembro de 2011
Estudantes da USP presos divulgam nota pública sobre a reintegração
Em comunicado, jovens manifestam repúdio à atuação da PM e ressaltam a necessidade do diálogo
Os alunos, presos nesta manhã, após a intervenção da Polícia Militar no prédio ocupado da reitoria, da USP, escreveram uma carta à população. O texto foi escrito à mão, de dentro dos ônibus, onde estão sendo mantidos.
Os estudantes, que neste momento se reúnem no 91º DP, em solidaridade aos colegas, conseguiram fazer com que água e mantimentos chegassem a eles, e publicaram a carta no blog da Ocupação. Advogados de movimentos estudantis da USP já estão na delegacia e prestam assessoria aos alunos.
A carta condena a invasão da PM, que, segundo eles, foi feita com um efetivo muito superior ao necessário, e ressalta a ideia de que a abertura do diálogo, por parte da reitoria, teria evitado o conflito. Abaixo, segue a carta na íntegra:
[Nota pública dos presos políticos da USP]
Nesta terça-feira, 08.11, a população assistiu à lamentável cena da tropa de choque invadindo a Universidade de São Paulo. Com a justificativa de manter a ordem, o governador do Estado, Geraldo Alckmin, aliado ao Reitor da USP, João Grandino Rodas, defenderam o uso da força policial contra a pacífica manifestação estudantil no campus.
Longe de produzir cenas de conflito entre estudantes e os homens do choque, a intenção do movimento sempre foi a de negociar suas reivindicações. Apesar da reintegração de posse estar juridicamente autorizada para acontecer a partir das 23h desta segunda feira, 07.11, o uso da força policial poderia e deveria ser evitado mediante um simples comunicado da reitoria de que as negociações estavam em andamento.
Para além do discurso legalista da reitoria e de parte da imprensa, temos consciência de que as forças policiais agem politicamente e que a reintegração de posse foi uma resposta intransigente do Reitor a toda a comunidade universitária, demonstrando que, para ele, o uso da força deve se sobrepor ao diálogo.
Permanecíamos ocupando a reitoria como forma de defender a liberdade de manifestação e acreditávamos que a gestão do atual reitor da USP estava finalmente disposta ao diálogo; o que, diante dos fatos, mostrou-se uma ilusão.
Os estudantes estavam organizados para realizar hoje um amplo ato, a partir das 12h, com o objetivo de exigir a retirada dos processos administrativos e disciplinares contra estudantes e trabalhadores e denunciar que a presença da polícia militar no campus é um instrumento da reitoria para eliminar resistências a seu projeto de universidade.
Os processos administrativos - deve-se salientar - são baseados em um artigo do estatuto da USP, elaborado em 1972 - em plena ditadura militar - que ainda vigora e proíbe atos democráticos de manifestação na Universidade.
A organização estudantil estava preparada para levantar as suas bandeiras de luta em um ato pacífico, realizar debates, panfletagens, e prezar pelo diálogo através da reunião de negociação com representantes da reitoria da USP que está marcada para esta quarta-feira, 9.11.
A reintegração de posse foi o caminho oposto ao que o reitor parecia se propor, e a militarização da USP com 400 homens do choque - uma força desproporcional diante do número de estudantes que estavam ocupando a reitoria nessa madrugada - foi um violento ataque ao direito de lutar, que expressa para toda a sociedade que as liberdades democráticas têm sido tratadas como caso de policia na Universidade de São Paulo.
Nossa luta não é de uma minoria: lutamos pela educação pública como um direito de toda a população e não por uma universidade fechada, militarizada e para poucos. A verdadeira minoria, que é a representante das elites do país, não vai nos calar com a força.
Fazemos um pedido para que os canais de comunicação cessem o massacre público ao movimento: a mobilização na USP é um movimento social que está sendo criminalizado.
Pedimos solidariedade às entidades estudantis, sindicais, movimentos sociais e de toda a população, para a luta contra a criminalização e pela defesa dos estudantes que foram detidos.
Veja a nota no blog da ocupação: http://ocupauspcontrarepressao .blogspot.com/2011/11/nota-pub lica-dos-presos-politicos-da.h tml
Os alunos, presos nesta manhã, após a intervenção da Polícia Militar no prédio ocupado da reitoria, da USP, escreveram uma carta à população. O texto foi escrito à mão, de dentro dos ônibus, onde estão sendo mantidos.
Os estudantes, que neste momento se reúnem no 91º DP, em solidaridade aos colegas, conseguiram fazer com que água e mantimentos chegassem a eles, e publicaram a carta no blog da Ocupação. Advogados de movimentos estudantis da USP já estão na delegacia e prestam assessoria aos alunos.
A carta condena a invasão da PM, que, segundo eles, foi feita com um efetivo muito superior ao necessário, e ressalta a ideia de que a abertura do diálogo, por parte da reitoria, teria evitado o conflito. Abaixo, segue a carta na íntegra:
[Nota pública dos presos políticos da USP]
Nesta terça-feira, 08.11, a população assistiu à lamentável cena da tropa de choque invadindo a Universidade de São Paulo. Com a justificativa de manter a ordem, o governador do Estado, Geraldo Alckmin, aliado ao Reitor da USP, João Grandino Rodas, defenderam o uso da força policial contra a pacífica manifestação estudantil no campus.
Longe de produzir cenas de conflito entre estudantes e os homens do choque, a intenção do movimento sempre foi a de negociar suas reivindicações. Apesar da reintegração de posse estar juridicamente autorizada para acontecer a partir das 23h desta segunda feira, 07.11, o uso da força policial poderia e deveria ser evitado mediante um simples comunicado da reitoria de que as negociações estavam em andamento.
Para além do discurso legalista da reitoria e de parte da imprensa, temos consciência de que as forças policiais agem politicamente e que a reintegração de posse foi uma resposta intransigente do Reitor a toda a comunidade universitária, demonstrando que, para ele, o uso da força deve se sobrepor ao diálogo.
Permanecíamos ocupando a reitoria como forma de defender a liberdade de manifestação e acreditávamos que a gestão do atual reitor da USP estava finalmente disposta ao diálogo; o que, diante dos fatos, mostrou-se uma ilusão.
Os estudantes estavam organizados para realizar hoje um amplo ato, a partir das 12h, com o objetivo de exigir a retirada dos processos administrativos e disciplinares contra estudantes e trabalhadores e denunciar que a presença da polícia militar no campus é um instrumento da reitoria para eliminar resistências a seu projeto de universidade.
Os processos administrativos - deve-se salientar - são baseados em um artigo do estatuto da USP, elaborado em 1972 - em plena ditadura militar - que ainda vigora e proíbe atos democráticos de manifestação na Universidade.
A organização estudantil estava preparada para levantar as suas bandeiras de luta em um ato pacífico, realizar debates, panfletagens, e prezar pelo diálogo através da reunião de negociação com representantes da reitoria da USP que está marcada para esta quarta-feira, 9.11.
A reintegração de posse foi o caminho oposto ao que o reitor parecia se propor, e a militarização da USP com 400 homens do choque - uma força desproporcional diante do número de estudantes que estavam ocupando a reitoria nessa madrugada - foi um violento ataque ao direito de lutar, que expressa para toda a sociedade que as liberdades democráticas têm sido tratadas como caso de policia na Universidade de São Paulo.
Nossa luta não é de uma minoria: lutamos pela educação pública como um direito de toda a população e não por uma universidade fechada, militarizada e para poucos. A verdadeira minoria, que é a representante das elites do país, não vai nos calar com a força.
Fazemos um pedido para que os canais de comunicação cessem o massacre público ao movimento: a mobilização na USP é um movimento social que está sendo criminalizado.
Pedimos solidariedade às entidades estudantis, sindicais, movimentos sociais e de toda a população, para a luta contra a criminalização e pela defesa dos estudantes que foram detidos.
Veja a nota no blog da ocupação: http://ocupauspcontrarepressao
terça-feira, 17 de maio de 2011
Em meio à celebração, havia o ódio. Desafios à cidadania de lésbicas e gays no Brasil.
Luiz Mello[1] Neste Dia Mundial de Combate à Homofobia, 17 de maio, as manifestações que ocorrem em diferentes partes do Brasil têm algo muito significativo a celebrar, depois de mais de 30 anos de luta do movimento LGBT: a decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) que reconhece os casais homossexuais como entidades familiares. Mas esta comemoração não se dará de maneira integral, já que a mais recente tentativa de aprovar o Projeto de Lei nº 122, que prevê a punição da homofobia e tramita no Congresso Nacional há mais de dez anos, foi inviabilizada pela atuação de parlamentares que entendem ser este projeto uma ameaça ao direito de se condenar a homossexualidade a partir de argumentos bíblicos. E isso ocorre num contexto em que a relatora do Projeto, Senadora Marta Suplicy, já havia anunciado publicamente que acrescentaria uma emenda ao texto em discussão, de forma a garantir o direito dos religiosos de condenarem a homossexualidade, sem serem punidos pela lei. Claro que a tentativa de chegar a um acordo que viabilize a aprovação do projeto por esse caminho é um absurdo total, já que descaracteriza por completo o alcance da lei (basta imaginar uma lei de combate ao racismo e ao machismo que assegure o direito de se condenar negros, judeus e mulheres a partir de argumentos religiosos). Mas nem isso foi o bastante para estancar a ira santa dos defensores de uma sociedade que nega o direito de existência a pessoas não heterossexuais. Que estes embates, pelo menos, sirvam de lição: contra a homofobia radical não há diálogo possível.
Neste contexto, as perguntas sem respostas são muitas: por que tanto ódio em relação a homossexuais, travestis e transexuais? Qual o crime cometido por essas pessoas ao se relacionarem afetiva e sexualmente com outras de seu próprio sexo e/ou cruzarem as fronteiras de gênero? Qual a ameaça que representam para a ordem social vigente? Como ainda é possível existir respaldo social para o fato de pessoas LGBT serem sistematicamente humilhadas em público, cerceadas em seu direito de ir e vir, impedidas de demonstrar seus afetos publicamente e tratadas como párias e alienígenas em suas próprias sociedades? É para superar essas situações de grave violação de direitos humanos que se definiu o dia 17 de maio como um marco no combate à homofobia. Não nos esqueçamos de que mais de 80 países ainda punem práticas homossexuais com penas que variam de multa à prisão perpétua e morte, e de que no Brasil dezenas de travestis e homossexuais são assassinados cotidianamente com requintes de crueldade.
Apesar de tudo, comemoremos: pela primeira vez no Brasil pessoas homossexuais denunciam situações de preconceito, violência e discriminação ao mesmo tempo em que seus direitos conjugais são reconhecidos pelo Estado de maneira irrevogável. Agora, mais que nunca, lésbicas e gays poderão sair do armário e viver suas vidas à luz do dia, sem vergonha e medo de amar pessoas do mesmo sexo. Infelizmente, ainda devem se proteger do potencial recrudescimento de práticas homofóbicas no futuro imediato, dada a intolerância dos que não se conformam com o fim dos privilégios dos heterossexuais, já que daqui para frente os direitos relativos à conjugalidade - e também os deveres, diga-se de passagem - são de todos. Por incrível que possa parecer para algumas pessoas, desde o dia da decisão do STF, o mundo segue em sua mesma rotina ancestral: o sol nasce e se põe como de costume, o dia continua a ter 24 horas, as plantas crescem e as aves cantam. Mas, seguramente, em nossa sociedade houve uma mudança profunda: somos mais livres para viver o desejo e o amor entre adultos, de quaisquer sexos, sabendo que nossos vínculos conjugais serão cada vez mais respeitados.
[1] Professor da Faculdade de Ciências Sociais e Pesquisador do Ser-Tão, Núcleo de Estudos e Pesquisas em Gênero e Sexualidade, da Universidade Federal de Goiás.
terça-feira, 3 de maio de 2011
dança em foco
O curso de Licenciatura em Dança da FEF/UFG esta recebendo o dança em foco - Festival Internacional de Vídeo & Dança realiza sua terceira edição em Goiânia com exibição da MIV – Mostra Internacional de Videodança, mesa redonda, oficina e performance.
quinta-feira, 24 de março de 2011
Governo de Goiás e PM Censuram TV Universitária
NOTA DE REPÚDIO
A TV UFG, canal 14 UHF, sinal de democracia, vem de público, formalizar veemente repúdio à ação de policiais militares contra uma equipe de gravação da emissora na tarde da última sextafeira, 18 de março.
A equipe da emissora composta por jornalista, cinegrafista e auxiliar de cinegrafia, ao montar os equipamentos para iniciar uma gravação na Praça Cívica, foi interceptada por um policial militar que solicitou autorização para filmagem no local.
Além de insistir na autorização, o PM intimidou a repórter encaminhando a mesma para uma sala localizada dentro do Palácio Pedro Ludovico Teixeira. Quando a jornalista chegou na sala percebeu que estava sozinha em meio a vários outros policiais. Dentro do recinto, o policial que abordou a equipe questionou a formação profissional da repórter e afirmou que a mesma ainda era estudante. Também perguntou o conteúdo da matéria que estava sendo produzida, dizendo que precisava saber se a matéria estava "falando mal do governo".
Mesmo explicando que era jornalista formada, contratada da TV UFG, que estava gravando em local público, com uma equipe e equipamentos identificados, a jornalista foi constrangida pelo policial militar. Ele insistiu em avisar que para a TV UFG registrar imagens na Praça Cívica, é necessário informar sobre o conteúdo da gravação aos policiais e ainda solicitar a referida - e Inconstitucional - autorização.
A TV UFG se indigna e lamenta o ocorrido, uma vez que a Constituição Federal Brasileira, em seu Artigo 220, estabelece que "A manifestação do pensamento, a criação, a expressão e a informação, sob qualquer forma, processo ou veículo não sofrerão qualquer restrição", e ainda, no segundo parágrafo deste mesmo Artigo, diz que "É vedada toda e qualquer censura de natureza política, ideológica e artística".
Considerando que o local de gravação é uma praça pública, a sanção sofrida pela emissora parece tratar-se de uma forma de intimidação. Não é a primeira vez que a TV UFG produz matérias na Praça Cívica, no entanto é a primeira vez que é solicitada esta autorização que fere os princípios estabelecidos na Constituição. Mesmo com tudo isso, a emissora continuará cumprindo o seu papel de meio de informação, de TV pública.
Fundação RTVE – Campus Samambaia – Prédio da Faculdade de Administração, Ciências Contábeis e Ciências Econômicas-FACE
3º andar – CEP: 74.001-970 – Caixa Postal 131 – Goiânia-GO – Fone: 62 3521 1910 / Fax: 62 3521 1911
quarta-feira, 16 de março de 2011
Pela moralização da Política
A guerra contra a chulice, está a começar. Não subestimem o povo que começa a ter conhecimento do que nos têm andado a fazer, do porquê de chegar ao ponto de ter de cortar na comida dos filhos! Estamos de olhos bem abertos e dispostos a fazer -quase-tudo, para mudar o rumo deste abuso.
Todos os ''governantes'' (a saber, os que se governam...)
o Brasil falam em cortes de despesas - mas não dizem quais - e aumentos de impostos a pagar.
Nenhum governante fala em:
1. Reduzir as mordomias (gabinetes, secretárias, adjuntos, assessores, suportes burocráticos respectivos, carros, motoristas,14.o e 15.o salários etc.) dos poderes da República;
2. Redução dos deputados da Assembléia da República e seus gabinetes, profissionalizando-os como nos países a sério. Reforma das mordomias na Assembléia da República, como almoços opíparos, com digestivos e outras libações, tudo à custa do pagode. Redução no mandato de Senador para 4 anos (igual aos outros mandatos);
3. Acabar com centenas de Institutos Públicos e Fundações Públicas que não servem para nada e, têm funcionários e administradores com 2º e 3º emprego;
4. Acabar com as empresas Municipais, com Administradores a auferir milhares de reais/mês e que não servem para nada, antes, acumulam funções nos municípios, para aumentarem o bolo salarial respectivo.
5. Por exemplo as empresas de estacionamento não são verificadas porquê? E os aparelhos não são verificados porquê? É como um táx i, se uns têm de cumprir porque não cumprem os outros?s e não são verificados como podem ser auditados?
6. Redução drástica das Câmaras Municipais e Assembléias Municipais...;
7. Acabar com o Financiamento aos partidos, que devem viver da quotizaç ão dos seus associados e da imaginação que aos outros exigem, para conseguirem verbas para as suas atividades;
8. Acabar com a distribuição de carros a Presidentes, Assessores, etc., das Câmaras, Juntas, etc., que se deslocam em digressões particulares pelo País;
9. Acabar com os motoristas particulares 24 h/dia, com o agravamento das horas extraordinárias... para servir suas excelências, filhos e famílias e até, os filhos das amantes...
10. Acabar com a renovação sistemática de frotas de carros do Estado;
11. Colocar chapas de identificação em todos os carros do Estado. Não permitir de modo algum que carros oficiais façam serviço particular tal como levar e trazer familiares e filhos, às escolas, ir ao mercado a compras, etc.;
12. Acabar com o vaivém semanal dos deputados e respectivas estadias em hotéis de cinco estrelas pagos pelos contribuintes;
13. Controlar o pessoal da Função Pública (todos os funcionários pagos por nós) que nunca está no local de trabalho. HÁ QUADROS (diretores gerais e outros) QUE, EM VEZ DE ESTAREM NO SERVIÇO PÚBLICO, PASSAM O TEMPO NOS SEUS ESCRITÓRIOS DE ADVOGADOS A CUIDAR DOS SEUS INTERESSES....;
14. Acabar com as administrações numerosíssimas de hospitais públicos que servem para garantir aos apadrinhados do poder - há hospitais de cidades com mais administradores que pessoal administrativo... pertencentes ás oligarquias locais do partido no poder...
15. Acabar com os milhares de pareceres jurídicos, caríssimos, pagos sempre aos mesmos escritórios que têm canais de comunicação fáceis com o Governo, no âmbito de um tráfico de influências que há que criminalizar, autuar, julgar e condenar;
16. Acabar com as várias aposentadorias por pessoa, de entre o pessoal do Estado e entidades privadas, que passaram fugazmente pelo Estado.
17. Pedir o pagamento dos milhões dos empréstimos dos contribuintes, CPMF, precatórios;
18. Criminalizar, imediatamente, o enriquecimento ilícito, perseguindo, confiscando e punindo os biltres que fizeram fortunas e adquiriram patrimônios de forma indevida e à custa do contribuinte, manipulando e aumentando preços de empreitadas públicas, desviando dinheiros segundo esquemas pretensamente "legais", sem controle, e vivendo à tripa forra à custa dos dinheiros que deveriam servir para o progresso do país e para a assistência aos que efetivamente dela precisam;
19. Não deixar um único malfeitor de colarinho branco impune, fazendo com que paguem efetivamente pelos seus crimes, adaptando o nosso sistema de justiça a padrões civilizados, onde as escutas VALEM e os crimes não prescrevem com leis à pressa, feitas à medida;
21. Impedir os que foram ministros de virem a ser gestores de empresas que tenham beneficiado de fundos públicos ou de adjudicações decididas pelos ditos.
22. Fazer um levantamento geral e minucioso de todos os que ocuparam cargos políticos, central e local, de forma a saber qual o seu patrimônio antes e depois.
23. Pôr os Bancos pagando impostos.
24. Pôr os Bancos atendendo a população em horário comercial (08:00hs às 18:00hs), o que com certeza os obrigará a contratar mais gente, criando mais empregos e atendendo melhor aos clientes.
sexta-feira, 28 de janeiro de 2011
E você o que pensa de mim?
Precisando elevar minha auto-estima, me lembrei desse texto da Leandra, de 2006.
Sei lá se algum dia alguém vai escrever algo tão emocionante a meu respeito.
A Rare Man
Sei lá se algum dia alguém vai escrever algo tão emocionante a meu respeito.
A Rare Man
quinta-feira, 24 de junho de 2010
quarta-feira, 14 de janeiro de 2009
sábado, 25 de outubro de 2008
quarta-feira, 4 de junho de 2008
Tempo, Física e Poesia

O Trabalho que inspirou a criação deste blog agora disponível na íntegra.
Clique aqui ou na capa ao lado para abrir o pdf.
quinta-feira, 29 de maio de 2008
quinta-feira, 25 de outubro de 2007
Velho Sobrado

Aquela rua era uma das mais antigas da cidade, trazia muitos anos de história marcados em seu calçamento de pedras pretas brilhantes, o velho sobrado que pertenceu a minha família era uma das poucas construções originais que ainda resistiam ao progresso. Ficava no centro de um enorme terreno, rodeado por um extenso jardim de lindos canteiros floridos com uma fonte ao centro encimada por um chafariz em forma de querubim, atrás da casa ainda existiam mangueiras e jabuticabeiras centenárias, o terreno se estendia até a rua de trás unindo-se a outra casa por um pequeno portão. Aquele foi por muito tempo o paraíso para mim, refúgio em minha infância e lugar de repouso em minha juventude.
Com dificuldade, tentando superar a dor, caminhei lentamente pela rua contemplando a beleza da arquitetura daquela casa, me detive por um breve instante diante do portão de ferro, empurrei-o e alguns passos depois estava atravessando a porta entreaberta. Esta porta nunca esteve trancada e a casa nunca foi tão vazia quanto agora.
A ampla sala outrora tão alegre estava silenciosa, nada se ouvia senão o vento emergindo entre as frestas das enormes janelas. Hoje não havia ali crianças brincando ou mesmo adultos conversando. A mesa parecia posta para o jantar doze cadeiras cuidadosamente dispostas a circundavam, os altos encostos de madeira entalhada e acolchoados em veludo davam um toque de refinamento enquanto a poeira que os cobria denotava o abandono.
Subindo a escada acreditava deixar para trás, anos de vão sofrimento. De alguma forma sabia reconhecer que seria esta a última vez. Levaria dali apenas as roupas que me cabiam no corpo e naquele momento atenuavam o desconforto dos dois graus de uma tarde invernal, nada de material era mais relevante.
A porta em frente à escada dava entrada à biblioteca, num último momento parei diante daquela porta e pus o pensamento a viajar pelo tempo, tentando pela última vez encontrar a resposta para a questão que carregava desde a infância: Por que chamam esta sala sombria de biblioteca?
As primeiras lembranças conscientes me levaram aos cinco, seis anos de idade, dia de visitar a vovó era um dia muito esperado. Embora não pensasse nisso durante todo o ano, as vésperas de natal eram tomadas por tamanha ansiedade que atingia a todos naquela casa. Era a única oportunidade que tínhamos para deixar a fazenda, o trabalho duro e passar alguns dias de festas ao lado de parentes queridos.
Aquela viagem começou no dia vinte e dois de dezembro, era domingo e consentiu-se que prolongaríamos o feriado, o início era uma caminhada, cerca de dois quilômetros distava a casa da linha. O ônibus que levava até a primeira cidade passava a qualquer momento depois das sete e meia, fazendo com que todos acordassem enquanto as galinhas ainda dormiam. A chuva da noite anterior fora forte, mas agora o céu aparecia estrelado e ainda levaria mais de uma hora para que as primeiras luzes da aurora surgissem, por isso, uma lanterna fraca era o guia pelo enlameado caminho. Papai ia à frente com as malas mais pesadas e a lanterna, ele parecia ter quatro braços, pois vez ou outra ainda tinha que ajudar as três crianças a superar alguns obstáculos pelo caminho. Mamãe, cuidadosa, seguia atrás com mais algumas sacolas. Tinha o capricho de trazer alguns trapos velhos e pares de sapatos limpos, alguns novos, para que pudessem se limpar do barro da estrada e estarem impecáveis com sapatos brilhantes e roupas limpas quando chegasse o expresso.
Faltavam ainda alguns minutos para as sete e naquele dia, o ônibus ficara encalhado num atoleiro e atrasaria ainda mais de meia hora. Para quem esperava o ano inteiro esta viagem, parecia um século aqueles trinta e poucos minutos. A penitência duraria ainda muitas horas e algumas trocas de ônibus até chegarem ao seu destino, o que só aconteceria no final da tarde. O almoço seria pasteis gordurosos e mornos de uma rodoviária, mas para as crianças isso era ótimo, vinham acompanhados de uma garrafa de jaózinho, coisa que não existia na fazenda.
Tão logo chegamos o cansaço da viagem desaparecera e agora corríamos extasiados pelo jardim, encontrando outras crianças, atravessamos o pomar e cruzando o portão já estávamos na outra casa, encontrando nossos primos e aumentando a algazarra, falávamos sobre a viagem e tentávamos adivinhar quais seriam os presentes que ganharíamos logo mais, fazíamos a lista das pessoas que esperávamos ver e contávamos quantos faltavam para completar nossa festa.
Interrompendo as lembranças, voltei para a porta da proibida biblioteca, antes sempre fechada e agora entreaberta, empurrei-a até o batente, caminhei em direção ao centro da sala quase vazia, o som de meus passos sobre o assoalho de madeira era amplificado pelo pé direito de quase quatro metros, ecoando no forro adornado por belos entalhes em madeira que repetiam grafismos de estrelas, no centro, uma enorme cruz em relevo se destacava, imaginei que seria um elemento próprio para decorar o teto de uma capela. Uma namoradeira finamente trabalhada, acolchoada com veludo vinho e detalhes de flor-de-lis agora coberta de poeira era a única peça restante, três janelas enormes deixavam passar por suas treliças já tomadas por cupins e aranhas uns poucos fachos de luz. Uma grande porta com detalhes em vitral dava acesso à pequena sacada, retalhos de vidro multicor retratavam cenas da paixão de cristo. Não quis abri-la, a luz do dia não mais me interessava, além disso, a paisagem que outrora revelava aquela sacada há muito fora substituída por um enorme prédio de cor cinzenta e vidros escuros, negros que escondiam tudo o que existia lá dentro, símbolo da imponência de uma nova era que sepultou as belezas daquela cidade.
Parei um instante diante daqueles vitrais, olhava ora para os desenhos ora para a cruz no teto, os símbolos e cenas ali representavam dor, sofrimento, morte, separação... Por que valorizamos tanto o sofrimento e esquecemos com tanta facilidade os pequenos momentos quase insignificantes que nos trazem satisfação e não percebemos que neles está o caminho para a felicidade? Há dois mil anos nos ajoelhamos diante da cena de um Homem humilhado em um madeiro, despido de suas vestes, coroado por espinhos, com o corpo lacerado por chibatadas e arranhões de uma humilhante caminhada e ali depositamos nossas súplicas e desejos. São raros, porém os momentos que nos lembramos das belas mensagens e felizes acontecimentos que nos deixou como herança esse mesmo homem.
Num canto da sala estava o enorme baú que fora o alvo da curiosidade das crianças que corriam por esses salões, escadarias e corredores. Caminhei lentamente para ele lembrando se tratar de um local proibido, o que guardaria esta caixa tão guardada todos esses anos e agora abandonada tão vulnerável? A tampa do baú sequer possuía tranca, nunca possuiu. Sua tampa leve logo estava aberta, revelando os segredos que um dia encerrou, poucos objetos restaram ali, mas foram guardados como se fossem tesouros valiosos.
_ Um par de sapatos com marcas de muito uso porém bem cuidados, tirando com a mão um pouco de poeira que o cobria, notava-se que tinha sido cuidadosamente engraxado antes que fosse embalado em uma caixa forrada de papel e depositado ali. Perguntava-me por que aquele sapato esteve ali todos esses anos enquanto milhares caminhavam descalços? Devolve-lo à caixa e esta ao baú era minha única escolha agora.
_ Uma caixa de madeira coberta com papel metalizado era o próximo alvo, era pesada e trancada por uma minúscula chave que estranhamente ficava presa ao fecho por um cordão púrpuro, trazia muitas moedas, de diversos tamanhos e cores, muitas eras podiam ser contadas por aquelas peças de réis, cruzeiros, e cruzados. Uma moeda de quarto de dólar se destacava prateada entre todas, cédulas de valores que iam de um a um milhão cuidadosamente estendidas no fundo da caixa sequer traziam marcas de dobras, pareciam estar tal como saíram das prensas da casa da moeda exceto uma pequena cédula verde de um cruzeiro, suja e rota trazia uma inscrição em caligrafia canhestra: “quem pegar nessa nota vai ter muito ‘dinhero’ e vai ser rico”. Aquela pequena caixa encerrava a fortuna de toda uma vida de alguém que outrora acreditou nessa profecia.
_ Aquilo parecia ser um livro mas revelava o que um dia foi um álbum de fotografias, folheei-o lentamente fitando com atenção cada um daqueles momentos retratados. Que fim tiveram todas aquelas pessoas? De alguns nem se lembrava outras pareciam tão presentes como se nunca tivesse me separado delas. Mais adiante uma fotografia chamou-me atenção, uma mesa posta com comidas variadas, muitos pratos e talheres, porém todas as cadeiras vazias, nenhuma pessoa se via, aquela foto parecia uma tentativa de capturar e guardar aquele momento de fartura. Que outro motivo alguém teria para fotografar macarronada, arroz, leitoa assada, saladas e pães?
Frustrado, devolvi tudo ao baú e o fechei, sepultando a curiosidade que me acompanhou por tantos anos. Não havia ali segredos irreveláveis tampouco tesouros ou qualquer coisa que significasse naquele momento.
Ao lado do baú, uma pequena mesa trazia um castiçal e um livro do qual restou muito pouco, a capa com inscrições em ouro “Bíblia Sagrada”, as folhas foram destruídas pela umidade ou comidas por traças e no que sobrou de uma página ainda podia se ler o cabeçalho: “João 3”. Em meus anos de consciência este foi o único livro que existiu nesta sala que insistiam em chamar biblioteca, ficava sempre aberto e marcado por uma fita de cetim vermelho. Aquele castiçal trouxe por muito tempo uma vela permanentemente acesa, agora algumas gotas de cera eram o que restava.
Uma enxurrada de lembranças atropelou-me neste momento, levantei os olhos e a casa estava reluzente, as janelas abertas deixavam entrar a luz do sol e o perfume das flores que cresciam no jardim, o som de uma voz muito afinada acompanhado de um suave violão vinha da sala principal. Voltei pelo corredor, e, descendo as escadas pude abraçar vovó Inácia, Quanta saudade eu tinha dela, dos doces que me oferecia escondido de mamãe quase na hora do almoço; tia Clarita, a irmã mais velha de papai, eu sempre ia à casa dela chupar jabuticabas e mangas, uma pessoa muito alegre e brincalhona, bem diferente de papai sempre tão sério; e vovô Geraldo, seus cabelos brancos, parecia o mesmo desde a última vez que o vi. Todos pareciam esperar minha chegada, meu primo Alfredo, que tocava o violão, encostou no sofá seu instrumento, me deu um forte abraço e disse com uma voz suave:
_ Que bom que você chegou! Agora estamos prontos.
Lembrei-me então do tempo em que eu, garoto, ficava horas observando-o dedilhar com maestria o violão e imaginando o dia que faria igual a ele. Que fins levaram esses sonhos de infância eu não sei, o sonho permaneceu, mas a frustração de nunca ter aprendido música voltou a mim naquele instante e nem mesmo me atentei às palavras de Alfredo.
Todos se encaminhavam para a mesa e foram, um a um tomando os mesmos assentos que sempre ocupavam nessa ocasião, encontrei em minhas memórias fragmentos da última vez que participei deste banquete. Na verdade nós crianças éramos servidas antes e em separado, éramos tantos e fazíamos tanto barulho que, creio, atrapalhávamos o tom de cerimônia.
Hoje, porém foi diferente, vovô Geraldo me apontando a cadeira que sempre fora a dele pediu que eu ocupasse o lugar de honra, pois era o convidado principal. Um pouco constrangido tomei o lugar ofertado e começamos as orações, agradecemos a Deus pelo alimento ali servido e vovó Inácia fez seu agradecimento especial pela minha presença e pediu consolo para os ausentes.
Todos comemos. O cardápio era o mesmo de tantos anos atrás, mas o sabor, realçado pela emoção de estar depois de tanto tempo sentado à mesa com pessoas tão queridas, era algo divino. Saboreei cada grão, cada fatia daquele prato.
Senhor Romualdo, vizinho e amigo da família por várias gerações, como sempre, fez questão de servir o licor e tia Clarita se apressava a buscar a bandeja do cafezinho que já espalhava seu perfume pelo ar. Após o café, todos permaneceram na sala, Alfredo voltara para o violão e continuava nos premiando com suas sonatas perfeitas, os demais permaneciam calados, seus olhares se cruzavam e sempre dirigidos a mim, seus rostos emolduravam ternos sorrisos silenciosos.
Depois de horas sem uma palavra, vovô se aproximou de mim e segurando minha mão começou a me falar:
_ Filho, sei que hoje você entrou pela primeira vez na biblioteca, com certeza não encontrou lá nenhum dos tesouros que fantasiava em sua infância e, como viu a porta hoje estava aberta para você.
Quis perguntar por que chamavam de biblioteca, por que era proibida para mim, por que, por que...
Não houve tempo para pronúncias, vovô como quem adivinhasse meus pensamentos foi dando as respostas.
_ Aquele lugar um dia foi uma biblioteca, ali existiam três estantes com livros, enciclopédias completas e uma linda coleção de literatura clássica. Seu pai era criança nesse tempo, ele adorava o lugar, logo que aprendeu a ler iniciou sua saga de leitura, iniciou por Júlio Verne pela curiosidade científica que lhe era natural, mas sempre dizia que Machado de Assis era seu autor preferido. Muitas vezes, tarde da noite, vinha ele procurar velas para continuar a ler. Não tínhamos eletricidade na casa àquela época.
_ Os livros, que fim tiveram? Numa noite, antevéspera do natal, ele estava lá com seu castiçal debruçado sobre um volume de contos de natal, queria escolher um para contar na noite seguinte. Todos na casa já dormiam quando de súbito despertei e corri para a biblioteca que encontrei envolta em fumaça, abri a porta e seu pai estava caído abraçado a alguns livros e cercado pelas chamas que já dominavam as estantes e se espalhavam pelo assoalho de madeira. Corri e arrastei-o para fora, já com as roupas queimando, ao passar pela porta fui atingido no olho por um pedaço de madeira incandescente. Essa é então a origem das marcas de queimaduras que seu pai para sempre carrega nas costas e de minha deformação do rosto e cegueira do olho esquerdo.
_ A casa estava cheia naquele dia e enquanto Clarita socorria as crianças, os adultos se apressavam em trazer água e abafadores para conter o fogo. Aquele lado da casa ficou arruinado e nosso natal também. Vários vizinhos vieram ajudar e um deles acabou morrendo, sufocado pela fumaça quando tentava salvar os livros preferidos de seu pai.
_ No ano seguinte fizemos a reforma da casa, decidimos então construir uma capela naquele lugar em homenagem ao nosso vizinho falecido. Seu pai, traumatizado, abandonou os estudos e nunca mais abriu um livro.
_ A capela ficou linda, a madeira do forro, os vitrais da janela e o altar entalhado eram perfeitos para minha prejudicada visão. Ao longo dos anos ela ficou fechada, ninguém gostava de entrar lá pelas lembranças que o lugar encerrava. Até o dia que Alfredo descobriu ali o lugar ideal para seus estudos de música, era um lugar tranqüilo e tinha acústica perfeita.
Alfredo então se aproximou de mim e passou a ajudar vovô no relato:
_ Eu era criança quando ganhei meu primeiro violão de presente de aniversário e logo percebi que tinha jeito pra música, estudei muito até a adolescência e em seguida entrei na faculdade de música no mesmo ano que você nasceu. Quando você era um bebê eu tocava suaves melodias que embalavam seu sono. À medida que foi crescendo, sempre que nos encontrávamos você parava e observava admirado por horas enquanto eu tocava, todos diziam que seria meu seguidor na música e então comecei a lhe ensinar os primeiros acordes que você repetia com dificuldade tentando esticar seus pequenos dedinhos sobre o braço do violão.
_ Creio que deve estar imaginando por que não continuou estudando violão depois disso. Seus pais resolveram se mudar para longe daqui e...
Neste instante tia Clarita entrou na sala interrompendo a narrativa de Alfredo e anunciando que chegaram os homens da construtora. Por alguns instantes fiquei paralisado pelo silêncio sepulcral que esta notícia causara, ninguém saiu do lugar onde estava enquanto o barulho de muitas botas invadiu a casa.
Os homens entraram e começaram a carregar os móveis para o lado de fora onde os esperava um caminhão sem se importar com nossa presença, na verdade pareciam nem nota-la. Eu quis correr para fora e impedi-los, mas fui contido por Alfredo que me disse que deveríamos permanecer dentro da casa.
Sem qualquer outra explicação, vovô Geraldo chamou todos e disse que devíamos subir para a biblioteca para que não interferíssemos no trabalho. Em fila subimos as escadas e nos encaminhamos para aquela sala que estranhamente não parecia a mesma de momentos atrás. O baú não estava mais lá, muitas velas acesas clareavam todo o ambiente e exalavam um suave perfume de sândalo, cortinas brancas muito leves cobriam todas as paredes, balançando a uma suave brisa fresca. Nesse momento me dei conta que há algumas horas havia desaparecido o frio que tanto me incomodava quando cheguei à casa. Confortado pela presença de tantas pessoas queridas fiquei ali por alguns minutos ouvindo o som dos últimos passos de pessoas sobre aqueles assoalhos que faziam fundo para o fim da história daquele sobrado.
Estamos todos juntos. Estamos prontos agora.
sexta-feira, 19 de outubro de 2007
Pessoal
traço tropeçosdos meus pontos de vista
me enrosco
no sentimento
que não vira palavra
na palavra
que vira poesia
na parte que vira arte
mesmo quando a arte
é só uma parte
do retrato pintado
na memória
da imagem latente
do sorriso na retina
da voz de brisa
que sussurra...
amo-te coisa linda!
sábado, 6 de outubro de 2007
Cinemas e Igrejas

Malditas
igrejas
que invadem cinemas
fecham um cinema
abrem uma igreja
Ainda quando abre
um bingo
ou uma boate
no prédio do antigo cinema
vá lá!
mas igreja?
isso é pecado!
sexta-feira, 31 de agosto de 2007
sábado, 7 de julho de 2007
sábado, 23 de junho de 2007
Festa da matemática
on tem festa hoje?
uai vo na festa da bio no recanto do carlito
bora?
acho que tem festa na ufu hj da quimica tbm
teve festa na ufu onti?
parece que teve tbm
ontem acho que era festa da matemática
credo, festa da matemática
já pensou aquele tanto de equação mal resolvida
credo
ahuiahaiuhauha
sem falar nas variáveis complexas
sem falar no raciocínio lógico
já na festa da química pode rolar uma química!
uma quimica rola mesmo
me chamaram uma vez pra uma festa da letras
e que dia é a festa da letras?
foi legal, consegui formar alguns monossílabos tônicos!
ahauhahahiuahuaiuaha
e na festa dos psicólogos eles descobriram que eu trabalhava com informática.
e eu descobri que eles não servem pra nada!
eles ficaram me perguntando, quando acontece isso no computador pode ser o que?
psicologia dos computadores é?
_ Tenho um amigo que esquece o próprio nome e adota o primeiro que ouve na rua. Será que ele é doido?
_ Pra isso eu tinha que atende-lo no meu consultório.
_ Ja pensou que seu computador pode precisar disso tbm?
_ O que? ser atendido no meu consultório?
_ Claro que não coitado, 2ª feira leva ele na minha loja, tenho um departamento de assistência técnica!
uai vo na festa da bio no recanto do carlito
bora?
acho que tem festa na ufu hj da quimica tbm
teve festa na ufu onti?
parece que teve tbm
ontem acho que era festa da matemática
credo, festa da matemática
já pensou aquele tanto de equação mal resolvida
credo
ahuiahaiuhauha
sem falar nas variáveis complexas
sem falar no raciocínio lógico
já na festa da química pode rolar uma química!
uma quimica rola mesmo
me chamaram uma vez pra uma festa da letras
e que dia é a festa da letras?
foi legal, consegui formar alguns monossílabos tônicos!
ahauhahahiuahuaiuaha
e na festa dos psicólogos eles descobriram que eu trabalhava com informática.
e eu descobri que eles não servem pra nada!
eles ficaram me perguntando, quando acontece isso no computador pode ser o que?
psicologia dos computadores é?
_ Tenho um amigo que esquece o próprio nome e adota o primeiro que ouve na rua. Será que ele é doido?
_ Pra isso eu tinha que atende-lo no meu consultório.
_ Ja pensou que seu computador pode precisar disso tbm?
_ O que? ser atendido no meu consultório?
_ Claro que não coitado, 2ª feira leva ele na minha loja, tenho um departamento de assistência técnica!
domingo, 3 de junho de 2007
quarta-feira, 2 de maio de 2007
quarta-feira, 25 de abril de 2007
sábado, 21 de abril de 2007
borboleta-azul-praia-grande
Morpho menelaus tenuilimbata - (85mm)
É uma das mais belas borboletas existentes no mundo. É um símbolo da região tropical das Américas. Ela é cultuada como a alma do índio morto, na cultura indígena do Brasil Central (2.0pt">Luiz Otero, com. pess.). No Rio de Janeiro, recebe o nome de praia-grande.A borboleta Morpho menelaus ocorre em grande parte do Brasil. A subespécie tenuilimbata ocorre no Sudeste brasileiro.
domingo, 15 de abril de 2007
flores e borboletas

(cattleya walkeriana)
as flores de outono já chegaram no meu jardim.
agora estou esperando as borboletas.
terça-feira, 10 de abril de 2007
sexta-feira, 6 de abril de 2007
quarta-feira, 4 de abril de 2007
terça-feira, 3 de abril de 2007
Considerações afinal - parte 2
O tempo matemático absoluto, necessário à mecânica newtoniana, é um conceito tão enraizado na cultura da humanidade que já podemos considerá-lo inerente ao ser. Como se fosse de nossa memória genética, nós nascemos com esse conceito e o transmitiremos às próximas gerações. Até quando?
Enquanto nossas escolas forem repetidoras de práticas absurdas como impedir que as crianças conversem na sala de aula, enquanto formos o mestre que, nas aulas de expressão artística, ordena aos alunos que desenhem uma paisagem e repreende alguém mais criativo: “você não pode pintar o sol de verde!”.
Enquanto nós, professores entrarmos na sala de aula, lotada de adolescentes ávidos por entender como funcionam o laser de seus leitores de CD, seus telefones celulares e câmeras digitais de CCD, e tentarmos convencer esses jovens que é mais importante estudar o movimento parabólico da bala de canhão ou ainda o movimento retilíneo e uniforme, que a rigor não existe.
Muitas vezes, parecemos ridículos, nossas idéias parecem ridículas. Permitimos-nos ser ridículos quando acreditamos na possibilidade de construir o novo e para isso, escolhemos os caminhos que consideramos razoáveis. Se estes caminhos finalmente nos conduzirem a algo, esse será extraordinário. Senão, o exercício de percorrer tais caminhos terá servido para nos preparar para novos empreendimentos. É esta a verdadeira escola da alma.
Os vários conceitos de tempo coexistem, todos eles estão corretos, e todos carregam suas imperfeições. Cada uma dessas definições é parte de uma representação do mundo real. Nosso conhecimento sobre o universo tem sua construção baseada na mestiçagem. O que aprendemos do mundo é o resultado da mistura de várias culturas, crenças, costumes, ciência, arte... reconhecer e respeitar essa diversidade de concepções é requisito básico nesta construção. Cabe-nos também transformar este conhecimento em algo que realmente importe ao ser humano. Reconhecer que somos parte desse sistema já é um bom começo.
Enquanto nossas escolas forem repetidoras de práticas absurdas como impedir que as crianças conversem na sala de aula, enquanto formos o mestre que, nas aulas de expressão artística, ordena aos alunos que desenhem uma paisagem e repreende alguém mais criativo: “você não pode pintar o sol de verde!”.
Enquanto nós, professores entrarmos na sala de aula, lotada de adolescentes ávidos por entender como funcionam o laser de seus leitores de CD, seus telefones celulares e câmeras digitais de CCD, e tentarmos convencer esses jovens que é mais importante estudar o movimento parabólico da bala de canhão ou ainda o movimento retilíneo e uniforme, que a rigor não existe.
Muitas vezes, parecemos ridículos, nossas idéias parecem ridículas. Permitimos-nos ser ridículos quando acreditamos na possibilidade de construir o novo e para isso, escolhemos os caminhos que consideramos razoáveis. Se estes caminhos finalmente nos conduzirem a algo, esse será extraordinário. Senão, o exercício de percorrer tais caminhos terá servido para nos preparar para novos empreendimentos. É esta a verdadeira escola da alma.
Os vários conceitos de tempo coexistem, todos eles estão corretos, e todos carregam suas imperfeições. Cada uma dessas definições é parte de uma representação do mundo real. Nosso conhecimento sobre o universo tem sua construção baseada na mestiçagem. O que aprendemos do mundo é o resultado da mistura de várias culturas, crenças, costumes, ciência, arte... reconhecer e respeitar essa diversidade de concepções é requisito básico nesta construção. Cabe-nos também transformar este conhecimento em algo que realmente importe ao ser humano. Reconhecer que somos parte desse sistema já é um bom começo.
domingo, 1 de abril de 2007
Considerações afinal *. (Parte 1)

Complexidade. Por meio dessa palavra podemos agrupar grande número de problemas para os quais a ciência ainda não encontrou uma solução rigorosa.
Um problema “complexo” geralmente envolve diversos parâmetros o que pode ou não caracterizar um problema interdisciplinar.
Quando nos confrontamos com um desses problemas difíceis de resolver, tentamos imaginar aproximações que o simplifiquem ou extrair os parâmetros pertinentes, quase sempre nos valendo da intuição ou do bom senso. Mas não existe uma formulação científica ou uma teoria do bom senso. Portanto, as soluções encontradas assim são sempre frágeis.
A complexidade é um elemento crescente no desenvolvimento da ciência. Todo nosso conhecimento do cosmos é um esforço em desfazer o emaranhado de informações múltiplas, em classificar e reduzir o múltiplo abundante ao mais simples e inteligível.
O estudo da física no ensino médio expõe um desafio: a aprendizagem da complexidade é rude, para um adolescente apenas o simples é inicialmente inteligível. Devemos estar atentos para que as simplificações não sejam abusivas, fazer com que percebam o quanto o real é diferente do discurso que fazemos sobre ele, sempre cuidando de não diluir em procedimentos globais a maravilhosa alegria de compreender, prevendo um modelo de mundo que, ainda que simples, seja capaz de proporcionar esta alegria.
Já foi constatada certa falta de interesse dos adolescentes pelas ciências. Também é fato que a maioria dos estudantes considera a física como uma das mais difíceis ou complicadas disciplinas.
Esses jovens esperam que a ciência tenha um sentido para suas vidas. A ciência e os que a ensinam devem estar sempre atentos a esta expectativa. Mesmo que a ciência seja só a parte da palavra que não vira poesia ou do sentimento que não vira palavra.
Durante muitos anos e até os dias de hoje, a escola mostrou aos jovens uma representação do universo (que como todas as representações contem diversas simplificações e aproximações) enquanto verdade absoluta, ao passo que esta é apenas uma forma de representar matematicamente uma visão de mundo limitada ao conhecimento que se tinha do universo há três séculos.
Para Newton, o movimento da terra é uma trajetória elíptica em torno do sol, causada pela gravidade. Para Einstein a trajetória da terra é uma linha reta no espaço-tempo deformado pela presença da massa do sol. Quem está certo? Ambos estão, segundo a sua visão de mundo.
Um problema “complexo” geralmente envolve diversos parâmetros o que pode ou não caracterizar um problema interdisciplinar.
Quando nos confrontamos com um desses problemas difíceis de resolver, tentamos imaginar aproximações que o simplifiquem ou extrair os parâmetros pertinentes, quase sempre nos valendo da intuição ou do bom senso. Mas não existe uma formulação científica ou uma teoria do bom senso. Portanto, as soluções encontradas assim são sempre frágeis.
A complexidade é um elemento crescente no desenvolvimento da ciência. Todo nosso conhecimento do cosmos é um esforço em desfazer o emaranhado de informações múltiplas, em classificar e reduzir o múltiplo abundante ao mais simples e inteligível.
O estudo da física no ensino médio expõe um desafio: a aprendizagem da complexidade é rude, para um adolescente apenas o simples é inicialmente inteligível. Devemos estar atentos para que as simplificações não sejam abusivas, fazer com que percebam o quanto o real é diferente do discurso que fazemos sobre ele, sempre cuidando de não diluir em procedimentos globais a maravilhosa alegria de compreender, prevendo um modelo de mundo que, ainda que simples, seja capaz de proporcionar esta alegria.
Já foi constatada certa falta de interesse dos adolescentes pelas ciências. Também é fato que a maioria dos estudantes considera a física como uma das mais difíceis ou complicadas disciplinas.
Esses jovens esperam que a ciência tenha um sentido para suas vidas. A ciência e os que a ensinam devem estar sempre atentos a esta expectativa. Mesmo que a ciência seja só a parte da palavra que não vira poesia ou do sentimento que não vira palavra.
Durante muitos anos e até os dias de hoje, a escola mostrou aos jovens uma representação do universo (que como todas as representações contem diversas simplificações e aproximações) enquanto verdade absoluta, ao passo que esta é apenas uma forma de representar matematicamente uma visão de mundo limitada ao conhecimento que se tinha do universo há três séculos.
Para Newton, o movimento da terra é uma trajetória elíptica em torno do sol, causada pela gravidade. Para Einstein a trajetória da terra é uma linha reta no espaço-tempo deformado pela presença da massa do sol. Quem está certo? Ambos estão, segundo a sua visão de mundo.
Trecho da Monografia "Tempo, Física e Poesia - considerações sobre o tempo físico e poético"
terça-feira, 27 de março de 2007
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