no céu de sons
sob o sol de cores
borboletas
e flores
O tempo É a minha matéria, O Tempo presente, Os homens presentes, A vida presente. (Drummond)
quarta-feira, 25 de abril de 2007
sábado, 21 de abril de 2007
borboleta-azul-praia-grande
Morpho menelaus tenuilimbata - (85mm)
É uma das mais belas borboletas existentes no mundo. É um símbolo da região tropical das Américas. Ela é cultuada como a alma do índio morto, na cultura indígena do Brasil Central (2.0pt">Luiz Otero, com. pess.). No Rio de Janeiro, recebe o nome de praia-grande.A borboleta Morpho menelaus ocorre em grande parte do Brasil. A subespécie tenuilimbata ocorre no Sudeste brasileiro.
domingo, 15 de abril de 2007
flores e borboletas

(cattleya walkeriana)
as flores de outono já chegaram no meu jardim.
agora estou esperando as borboletas.
terça-feira, 10 de abril de 2007
sexta-feira, 6 de abril de 2007
quarta-feira, 4 de abril de 2007
terça-feira, 3 de abril de 2007
Considerações afinal - parte 2
O tempo matemático absoluto, necessário à mecânica newtoniana, é um conceito tão enraizado na cultura da humanidade que já podemos considerá-lo inerente ao ser. Como se fosse de nossa memória genética, nós nascemos com esse conceito e o transmitiremos às próximas gerações. Até quando?
Enquanto nossas escolas forem repetidoras de práticas absurdas como impedir que as crianças conversem na sala de aula, enquanto formos o mestre que, nas aulas de expressão artística, ordena aos alunos que desenhem uma paisagem e repreende alguém mais criativo: “você não pode pintar o sol de verde!”.
Enquanto nós, professores entrarmos na sala de aula, lotada de adolescentes ávidos por entender como funcionam o laser de seus leitores de CD, seus telefones celulares e câmeras digitais de CCD, e tentarmos convencer esses jovens que é mais importante estudar o movimento parabólico da bala de canhão ou ainda o movimento retilíneo e uniforme, que a rigor não existe.
Muitas vezes, parecemos ridículos, nossas idéias parecem ridículas. Permitimos-nos ser ridículos quando acreditamos na possibilidade de construir o novo e para isso, escolhemos os caminhos que consideramos razoáveis. Se estes caminhos finalmente nos conduzirem a algo, esse será extraordinário. Senão, o exercício de percorrer tais caminhos terá servido para nos preparar para novos empreendimentos. É esta a verdadeira escola da alma.
Os vários conceitos de tempo coexistem, todos eles estão corretos, e todos carregam suas imperfeições. Cada uma dessas definições é parte de uma representação do mundo real. Nosso conhecimento sobre o universo tem sua construção baseada na mestiçagem. O que aprendemos do mundo é o resultado da mistura de várias culturas, crenças, costumes, ciência, arte... reconhecer e respeitar essa diversidade de concepções é requisito básico nesta construção. Cabe-nos também transformar este conhecimento em algo que realmente importe ao ser humano. Reconhecer que somos parte desse sistema já é um bom começo.
Enquanto nossas escolas forem repetidoras de práticas absurdas como impedir que as crianças conversem na sala de aula, enquanto formos o mestre que, nas aulas de expressão artística, ordena aos alunos que desenhem uma paisagem e repreende alguém mais criativo: “você não pode pintar o sol de verde!”.
Enquanto nós, professores entrarmos na sala de aula, lotada de adolescentes ávidos por entender como funcionam o laser de seus leitores de CD, seus telefones celulares e câmeras digitais de CCD, e tentarmos convencer esses jovens que é mais importante estudar o movimento parabólico da bala de canhão ou ainda o movimento retilíneo e uniforme, que a rigor não existe.
Muitas vezes, parecemos ridículos, nossas idéias parecem ridículas. Permitimos-nos ser ridículos quando acreditamos na possibilidade de construir o novo e para isso, escolhemos os caminhos que consideramos razoáveis. Se estes caminhos finalmente nos conduzirem a algo, esse será extraordinário. Senão, o exercício de percorrer tais caminhos terá servido para nos preparar para novos empreendimentos. É esta a verdadeira escola da alma.
Os vários conceitos de tempo coexistem, todos eles estão corretos, e todos carregam suas imperfeições. Cada uma dessas definições é parte de uma representação do mundo real. Nosso conhecimento sobre o universo tem sua construção baseada na mestiçagem. O que aprendemos do mundo é o resultado da mistura de várias culturas, crenças, costumes, ciência, arte... reconhecer e respeitar essa diversidade de concepções é requisito básico nesta construção. Cabe-nos também transformar este conhecimento em algo que realmente importe ao ser humano. Reconhecer que somos parte desse sistema já é um bom começo.
domingo, 1 de abril de 2007
Considerações afinal *. (Parte 1)

Complexidade. Por meio dessa palavra podemos agrupar grande número de problemas para os quais a ciência ainda não encontrou uma solução rigorosa.
Um problema “complexo” geralmente envolve diversos parâmetros o que pode ou não caracterizar um problema interdisciplinar.
Quando nos confrontamos com um desses problemas difíceis de resolver, tentamos imaginar aproximações que o simplifiquem ou extrair os parâmetros pertinentes, quase sempre nos valendo da intuição ou do bom senso. Mas não existe uma formulação científica ou uma teoria do bom senso. Portanto, as soluções encontradas assim são sempre frágeis.
A complexidade é um elemento crescente no desenvolvimento da ciência. Todo nosso conhecimento do cosmos é um esforço em desfazer o emaranhado de informações múltiplas, em classificar e reduzir o múltiplo abundante ao mais simples e inteligível.
O estudo da física no ensino médio expõe um desafio: a aprendizagem da complexidade é rude, para um adolescente apenas o simples é inicialmente inteligível. Devemos estar atentos para que as simplificações não sejam abusivas, fazer com que percebam o quanto o real é diferente do discurso que fazemos sobre ele, sempre cuidando de não diluir em procedimentos globais a maravilhosa alegria de compreender, prevendo um modelo de mundo que, ainda que simples, seja capaz de proporcionar esta alegria.
Já foi constatada certa falta de interesse dos adolescentes pelas ciências. Também é fato que a maioria dos estudantes considera a física como uma das mais difíceis ou complicadas disciplinas.
Esses jovens esperam que a ciência tenha um sentido para suas vidas. A ciência e os que a ensinam devem estar sempre atentos a esta expectativa. Mesmo que a ciência seja só a parte da palavra que não vira poesia ou do sentimento que não vira palavra.
Durante muitos anos e até os dias de hoje, a escola mostrou aos jovens uma representação do universo (que como todas as representações contem diversas simplificações e aproximações) enquanto verdade absoluta, ao passo que esta é apenas uma forma de representar matematicamente uma visão de mundo limitada ao conhecimento que se tinha do universo há três séculos.
Para Newton, o movimento da terra é uma trajetória elíptica em torno do sol, causada pela gravidade. Para Einstein a trajetória da terra é uma linha reta no espaço-tempo deformado pela presença da massa do sol. Quem está certo? Ambos estão, segundo a sua visão de mundo.
Um problema “complexo” geralmente envolve diversos parâmetros o que pode ou não caracterizar um problema interdisciplinar.
Quando nos confrontamos com um desses problemas difíceis de resolver, tentamos imaginar aproximações que o simplifiquem ou extrair os parâmetros pertinentes, quase sempre nos valendo da intuição ou do bom senso. Mas não existe uma formulação científica ou uma teoria do bom senso. Portanto, as soluções encontradas assim são sempre frágeis.
A complexidade é um elemento crescente no desenvolvimento da ciência. Todo nosso conhecimento do cosmos é um esforço em desfazer o emaranhado de informações múltiplas, em classificar e reduzir o múltiplo abundante ao mais simples e inteligível.
O estudo da física no ensino médio expõe um desafio: a aprendizagem da complexidade é rude, para um adolescente apenas o simples é inicialmente inteligível. Devemos estar atentos para que as simplificações não sejam abusivas, fazer com que percebam o quanto o real é diferente do discurso que fazemos sobre ele, sempre cuidando de não diluir em procedimentos globais a maravilhosa alegria de compreender, prevendo um modelo de mundo que, ainda que simples, seja capaz de proporcionar esta alegria.
Já foi constatada certa falta de interesse dos adolescentes pelas ciências. Também é fato que a maioria dos estudantes considera a física como uma das mais difíceis ou complicadas disciplinas.
Esses jovens esperam que a ciência tenha um sentido para suas vidas. A ciência e os que a ensinam devem estar sempre atentos a esta expectativa. Mesmo que a ciência seja só a parte da palavra que não vira poesia ou do sentimento que não vira palavra.
Durante muitos anos e até os dias de hoje, a escola mostrou aos jovens uma representação do universo (que como todas as representações contem diversas simplificações e aproximações) enquanto verdade absoluta, ao passo que esta é apenas uma forma de representar matematicamente uma visão de mundo limitada ao conhecimento que se tinha do universo há três séculos.
Para Newton, o movimento da terra é uma trajetória elíptica em torno do sol, causada pela gravidade. Para Einstein a trajetória da terra é uma linha reta no espaço-tempo deformado pela presença da massa do sol. Quem está certo? Ambos estão, segundo a sua visão de mundo.
Trecho da Monografia "Tempo, Física e Poesia - considerações sobre o tempo físico e poético"
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